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05/07/2004 11:56
|| TUDO MUDOU ||
Mudei de endereço... o Muito Mais e Além agora está em http://www.planobeta.com.br/blog.
Cansei daqui. Fiz meu próprio blog. Dêem uma olhada... vocês serão redirecionados...
enviada por tomas_depaula
16/06/2004 12:10
)\ Cronos, pai de Zeus /(
Nos últimos dois anos, meu interesse por crônicas subiu de pouco acima de zero para o um nível muito alto, que eu chamo de "ponto de autoria", já que tenho escrito algumas quando aparecem idéias. A Raquel também cria crônicas, acho inclusive que menos do que deveria porque ela é ótima. E hoje esbarrei, por acaso, na coluna do Caco Galhardo, em www2.uol.com.br/cacogalhardo, o mesmo das tirinhas dos "Pescoçudos". Muitos dos textos dele se enquadram na categoria de crônica e achei bem interessantes e descontraídos.
Eu adoraria "ter" que escrever toda semana para uma coluna de jornal ou de um site. Não vejo sentido em fazer isso para publicar no meu próprio site, não tenho sequer visitação para justificar tanto esforço: o legal seria mesmo conseguir um espaço em que houvesse leitores, em que valesse a pena renovar minha produção continuamente. Estou pensando seriamente no assunto.
É engraçado como tudo na vida envolve "conseguir um espaço". Nós somos seres engraçados: o nosso comportamento é sempre, sempre, ligado a um ou mais de três instintos básicos: o sexo, a alimentação e o territorialismo. O sexo, nos humanos, supera a barreira da reprodução e se transforma em uma entidade totalmente autônoma. A alimentação move a indústria, a política, a filosofia e a saúde de todos nós.
E o território, ah, o território. Escondido por trás de tudo, silencioso e secreto, está o desejo de espaço. Espaço para sentar na sala. Espaço para largar as tralhas. Espaço para trabalhar. Espaço para andar.
A idéia de espaço é inclusive uma metáfora que consegue se aplicar a muitas situações que nada têm a ver com espaço. Quer perspectiva mais animadora no trabalho do que "ganhar espaço" - ou seja, credibilidade, responsabilidade e (principalmente) autoridade? É fácil pensar em um caderno como "um espaço para as nossas idéias". E quando tudo dá errado, dizemos que "foi para o espaço"... não, esta não é a idéia certa.
E tem o espaço virtual. Nos computadores, na Internet, num jornal, o espaço virtual é o mesmo que o hiperespaço da mente coletiva. Estar na mídia é navegar no oceano do pensamento alheio. Essa é a mais ambiciosa conquista de espaço, porque é justamente um hiperespaço. Ilimitado em seu tamanho e imprevisível nas suas fronteiras. Dentro da multidão, ser conhecido é estar solto sabe-se lá onde. Imagine ao lado de quem navegaríamos. E tudo muda num átimo, porque o pensamento é um espaço onde não há leis de Newton, nem velocidade da luz, nem força da gravidade.
Se um físico lhe perguntar, diga que no hiperespaço da mente só existem o princípio de Heisenberg e a energia escura. E quando ele cair na risada peça que ele explique, porque eu não consigo.
Do que estou falando? Não faço a mínima idéia. Mas quando eu tiver um espaço para escrever regularmente vai ser mais fácil filtrar esse tipo de idéia. Este foi um post desperdiçado, acho.
Ah, só para explicar o título, os deuses gregos tinham várias gerações. Eram filhos uns dos outros. Primeiro havia os titãs, que deram origem aos primeiros deuses, e o chefe de todos era Cronos, o Tempo. Ele foi pai de Zeus, que herdou seu trono, e de Possêidon, que foi ser o rei dos mares (os romanos o apelidaram de Netuno). Havia outros, mas não sei. Depois vieram outros em mais uma geração, e nessas apareceram os semideuses... enfim, eu só queria explicar o título "Cronos, pai de Zeus", e que me ocorreu porque eu queria falar de crônicas, que vêm da palavra grega cronos, que quer dizer tempo por causa do deus velhão. Ufa.
Talvez eu faça um post novo depois, para purgar este, que ficou igual a um prato de feijoada sem caldo. Eu sei. Se você chegou até aqui, congretulêichons. Mais tarde eu penso num post melhor.
enviada por tomas_depaula
08/06/2004 19:25
= e eu que nem sabia =
Uma coisa muito agradável é receber elogios. Mais ainda elogios ao trabalho da gente, feitos por desconhecidos. Foi o que aconteceu ontem comigo, de forma tão inesperada que fiquei um tempo abobalhado, falando coisas engraçadas.
Quando vejo meus e-mails, geralmente apago sem ler todos os que vêm de desconhecidos. Mas apareceu um com o título "Pangramas", e acontece que eu tenho uma seção de pangramas no meu site, então resolvi ler. Para minha surpresa, o e-mail era de um senhor que tinha chegado ao meu site através de uma citação no jornal O Globo! A mensagem dizia o seguinte:
Caro Tomás: Tomei conhecimento do seu sítio através da coluna de B. Piropo, no GLOBO, do dia 3 de maio passado. Nada conhecia sobre o assunto ali tratado (pangramas) e achei-o divertido e até mesmo instrutivo. Mais que isso, concluí que me seria benéfico, do ponto de vista da saúde mental: segundo li a respeito, os jogos de palavras (e outros que tais), praticados por idosos, como é o meu caso (tenho 78 anos), contribuem para evitar o Mal de Alzheimer. O pangrama de minha autoria, que transcrevo a seguir, tem todas as letras do alfabeto oficial, os acentos, o c cedilha e o trema. Um abraço do Ton Will.
Por quê hão de comer, desta vez, à farta, peixe, jabá e lingüiça?
Dá pra acreditar? Eu nem sabia disso! Fui na hora pesquisar, procura-que-te-procura acabei achando o tal artigo (não no oglobo.com.br, que não tem as edições passadas, mas no site do próprio B. Piropo). Eu não vou repetir aqui as coisas bonitas que ele falou de mim e do meu site; quem quiser olhar está em http://www.bpiropo.com.br/tz20040503.htm.
Agora, estou também acrescentando o pangrama de Ton Will no site, já que ele enviou com esse objetivo. Estou muito contente... eu já havia tido textos meus publicados em vários sites, mas esta é a primeira citação espontânea que recebo em um jornal!!!
Bom, espero não estar orgulhoso demais disso. Só estou contente porque acho que isso mostra que estou fazendo bem as coisas que faço. É pra isso que as faço.
Abraços!!
enviada por tomas_depaula
01/06/2004 00:48
// Peão Inside \\
Tenho alugado muitos filmes de super-heróis e comprado revistas em quadrinhos, para conferir, e realmente ninguém menciona o meu trabalho. É um belo dinheiro que vai nisso - não que eu ganhe mal, fazendo o que faço, vocês entendem, é uma especialidade boa, mas para ser honesto sinto falta de prestígio. Um belo dinheiro, que eu poderia recuperar se as pessoas soubessem sobre mim, porque eu poderia cobrar pelas entrevistas à imprensa.
Claro, sou um privilegiado - quem poderia duvidar disso? Conhecer lugares fantásticos por toda Terra e pela galáxia, inclusive os esconderijos mais secretos - a Sala da Justiça, a mansão dos X-Men, a Bat-Caverna e outros - e ainda ganhar para isso, sem ter que ser super, nem herói. Mas é um privilégio que exige o anonimato.
Ah, sem dúvida o leitor não faz idéia de quem sou. E como poderia? Ninguém ouve falar de mim, não é mesmo? Ninguém sequer pensa na minha existência, embora ela seja evidente! Ninguém quer saber. E de alguma forma quem ganha o crédito pelo meu serviço são - bem, são os meus clientes.
Ora, vamos. Vocês acham mesmo que o Super-Homem, o Shazam, o dr. Xavier ou o Vril Doxx II trocam uma lâmpada queimada sequer? Eu garanto: não trocam. Que dirá então... mas estou me adiantando.
Na hora da necessidade todos eles me chamam. Mocinhos e bandidos - o bom de ser o melhor no ramo é justamente que eu trabalho para todos e nunca me falta serviço. Só fica difícil marcar encontro com namorada, porque a qualquer hora de qualquer dia eu tenho que estar disponível. Meus ganhos extras por trabalhos em finais de semana e condições perigosas são astronômicos. Sou jovem: daqui a uns dez anos me aposento e troco o número do telefone.
Acho que a maioria ainda não adivinhou o que eu faço. Tá legal, eu digo, mas só porque meu tempo aqui é limitado e corro o risco de continuar desconhecido. Abram um gibi qualquer - pode ser do Batman, que é um dos melhores clientes, nunca atrasou um cheque. Olhem para a Bat-Caverna - toda aquela parafernália, os computadores, iluminação, alarmes. Vocês não sabem o trabalho que foi instalar tudo aquilo. Há dois anos fiz um upgrade e agora a Bat-Caverna tem acesso à Internet, videoconferência e uma rede neural. Além disso troquei toda a iluminação por lâmpadas econômicas.
Entenderam agora? Eu sou o cara da infra-estrutura. Ou vocês acham que a bat-caverna foi instalada pelo Alfred? Coitado, o velho tem um joelho ruim, mal consegue subir uma escada de armar. E a mesma coisa vale para os outros heróis e seus assistentes, todos precisam de mim para terem todas aquelas luzinhas e portas automáticas funcionando. Vocês fazem idéia do consumo de eletricidade da Liga da Justiça? Eles têm uma licença especial da prefeitura e um gerador subterrâneo a diesel. E quem fez toda a instalação? Eu.
Eu e meus quatro assistentes, que são meus irmãos. Sabem como é negócio de família. Eu, além de fazer os projetos, executar as programações e as soldas mais delicadas, coordeno a equipe e falo com os clientes modéstia à parte, sou o único na família que consegue fazer isso. Se vocês acham que o desafio é pequeno, é porque não tentaram ainda cobrar uma fatura de serviço do Vril Doxx. Fichinha? Foi com ele que aprendi a falar difícil. O cara é um pão-duro de pele verde.
A parte boa do trabalho é conhecer as celebridades, às vezes ser convidado para o almoço. Mais ainda, conhecer os que nunca ficaram famosos. Na mansão dos X-Men, por exemplo, era de morrer de pena: um sujeito que conseguia se transformar em granito e ficava invencível, nada conseguia feri-lo. Mas ele não tinha músculos, força nenhuma. Toda vez que se transformava, ficava pesado demais, desabava no chão e ficava ali até que conseguisse voltar ao normal. O Wolverine estava dando uma ajuda na academia pro cara criar uns muques, mas acho que não tem jeito. Esse nunca virou herói.
Outra história boa aconteceu há uns seis meses. O Lanterna Verde foi lavar um prato e, com o detergente, o anel escorregou do dedo e foi ralo abaixo. Ele foi a piada geral dos heróis por semanas e no fim adivinhem quem teve que desmontar os canos e achar o anel na caixa de gordura? Eu.
Os vilões também têm seus problemas. O Duende Verde vivia mandando adaptar a armadura, porque tinha um problema de controle de peso e ora estava larga, ora apertada. Esse serviço quem fazia era o Adilson, meu primo, que é especialista nos uniformes que eles usam. Tem um concorrente suíço, mas com a economia do jeito que está o Adilson cobra mais barato.
Está acabando o meu tempo. Daqui a dois minutos desce um helicóptero para me transportar até a casa do Demolidor, pra instalar um surround-sound. Enquanto isso, quero que o mundo saiba que a tecnologia dos heróis não surge por milagre: eu faço tudo acontecer! Não posso revelar meu nome esse é um dos muitos segredos que tenho que guardar para me manter na profissão e, lógico, se eu contar a meus amigos o que faço ninguém vai acreditar.
Mas da próxima vez em que você vir um desenho ou historinha de super-herói, preste bem atenção. Meu cartão de visita está nas páginas dos gibis...
Ora, a quem estou enganando. Ninguém vai nem se lembrar de mim. Enquanto tudo funciona, ninguém pensa no técnico. Quando uma profissão é mesmo importante, não há meio de ter prestígio.
enviada por tomas_depaula
30/05/2004 16:06
:: just checking in ::
Tanto a dizer e todas as canetas falhando. A vida é mesmo uma grande ironia boiando num mar de esperanças.
Enquanto isso a minha vida continua cheia de felicidade. Beijinhos, Raquel, meu amor!!!
enviada por tomas_depaula
20/05/2004 09:36
+ pra relaxar +
Este mês é um mês de parabéns. Parabéns a você, Denise - 21 anos - admitamos - bem vividos completos no 16 último, e prenúncio de uma longa vida ainda melhor.
Parabéns à Marina, minha maninha, que no dia 26 terá seu próprio bârzdei, (digo sua nova idade? Nah, deixa pra lá), e que vai ganhar de mim o que pediu. Espero também ganhar o que eu pedi quando for minha vez, hahahaha!!
Parabéns aos trabalhadores no dia 1. No dia 13, aos filhos do Ventre Livre (que a essa altura já não são filhos, são antepassados!) e às outras pessoas fazem aniversário ou comemoram alguma coisa neste mês.
E por último, apenas para dar mais destaque, parabéns pra nós, Raquel e eu, que completamos nosso primeiro ano de namoro!!!! A felicidade esperava por mim oculta onde eu pouco esperava, e hoje não há um só minuto em que eu não a saiba próxima. Raquel, te amo de todas as formas e com todo o meu ser - coração, cabeça, corpo e alma, chama, poesia, passado, presente e futuro. Sou feliz por saber que seremos sempre felizes. Parabéns!!
... e por último uma notícia que a alguns pode interessar. Estamos, a Raquel e eu, preparando a publicação do meu primeiro livro. Contos. Não se afobem, os contos que estavam até há poucos dias disponíveis no site não são os mesmos que serão publicados. Digo, são quase os mesmos.
A Raquel é agora minha agente editorial. Ou seja, ela está revisando e organizando todos esses textos para que possamos publicá-los. Cabe a mim reescrever tudo o que precisa ser reescrito (são nove anos de literatura durante os quais meu estilo mudou e quero deixar a obra mais, hum, homogênea nesse quesito), o que se mostra uma atividade lenta, mas muito compensadora. E para futuros biógrafos e descendentes, claro que mantenho cópias de todos os textos na sua forma original e, alguém diria?, incipiente.
Vô, pode deixar - continuo escrevendo crônicas. Breve, mais uma por aqui.
enviada por tomas_depaula
29/04/2004 10:03
-_- sala de espera -_-
Lojas Marisa. Meu irmão e eu esperando as nossas respectivas experimentarem roupas. Eu faço compulsivamente uma vistoria da uniformidade nas distâncias entre os cabides no cabideiro mais próximo; esse tipo de obsessão não deixa espaço mental para outros pensamentos. Olho então meu irmão e ele encara fixamente o infinito, num indisfarçável clímax de tédio.
Nessa hora ocorre-me uma das minhas mais inspiradas idéias. Sucesso garantido: uma sala de espera para namorados, perto dos provadores. Já pensou? Não apenas banquinhos, já vi disso em outra loja, mas uma sala de espera completa, com música ambiente, revistas, aquário e bebedouro. E enfermeiras.
Imagine só a cena. Dos provadores sai, afastando uma cortina branca, uma daquelas moças da loja, com ar sério. Óculos.
- E então? - (devo chamá-la de doutora? Enfermeira?) - Como ela está?
- Ainda não é possível saber. Por favor, aguarde mais um pouco.
- Mas ela vai ficar bem?
- É possível, mas a cintura da saia parece larga demais. Talvez tenhamos que procurar outro número.
Outro rapaz, um pouco mais novo, cabelos louros arrepiados e um brinco metálico na orelha esquerda, tenso, interpela a enfermeira.
- Alguma notícia da minha namorada? Ela entrou com seis blusinhas e duas calças.
A enfermeira consulta uma prancheta com nomes e - diagnósticos? - numa tabela.
- Sim, ela está no provador número 12. Só um instante.
- Não posso entrar para ver como ela está?
- Sinto muito, não permitimos visitas. Mas vou ver para o senhor e já volto.
Em alguns minutos ela volta, com o olhar penalizado.
- Sinto muito, mas acho que nenhuma delas serviu.
- Nem as blusinhas?
- Uma das blusinhas sim, mas acho que ela vai desistir da compra.
- Ufa!
- Sinto muito.
- Não, é um alívio! Não queríamos comprar nada, ainda não é o momento. Sabe, estamos juntos há duas semanas apenas, se fizéssemos compras juntos agora seria demais para a relação.
- Nesse caso, ótimo. Ela deve sair nos próximos cinco minutos - acrescenta a enfermeira, atenciosa, fazendo uma anotação na prancheta.
- Obrigado! - ele respira mais tranqüilo.
A enfermeira volta-se para mim novamente, parecendo mais otimista:
- Quando estava voltando, passei no provador número 7, para verificar o estado da sua namorada também. Boas notícias. O casaquinho ficou lindo.
- E a saia?
- Estamos procurando um número menor. Em poucos minutos ela deve estar experimentando.
- Você tem alguma idéia de quando ela vai poder sair daí?
- Depende. Parece que ela está precisando também de uma blusa. Talvez ela precise ficar mais um tempo, ou voltar depois.
Eu sabia que isso ia acontecer. Quando está tudo bem, sempre aparece uma hérnia, ou uma rinite, ou uma blusa - nunca se libera um paciente assim fácil. Hesito, preocupado, e peso as possibilidades. Por fim, abro a carteira e, mostrando para ela o cartão de fidelidade, pergunto:
- O meu cartão dá direito a internação ou vou precisar pagar a mais?
Esta é uma obra de semi-ficção. Qualquer semelhança com pessoas, fatos ou localidades reais é meramente semi-acidental.
enviada por tomas_depaula
19/04/2004 16:18
[[ notas cinematográficas ]]
Parabéns, Raquel!! Ontem, dia 18, fizemos onze meses de namoro. E você me faz cada vez mais feliz. TE AMO!!!
Perdemos o fim de "Janela Secreta", mas conhecendo um pouco da obra de Stephen King, eu seria capaz de apostar que o final é... bom, não vou dizer pra não estragar a surpresa(?) de quem ainda não viu, mas eu seria capaz de apostar que sei o final. Engraçado, para um filme que fala de plágio (ou coisa do tipo), "Janela Secreta" está meio parecido, sei lá se alguém já pensou nisso, com "Clube da Luta". Por favor, alguém me dê uma luz: a história termina como, hum, como anunciado pelo próprio Shooter? Se sim, esse será o segundo filme baseado em livro do Stephen King que me sai decepcionante (junto com "Dream Catcher").
Não que a performance de Johnny Depp esteja ruim. Desde "Piratas do Caribe", minha opinião sobre a atuação de Depp melhorou muuuito. Em "Janela Secreta" ele não faz por menos, embora o personagem seja menos, hum, teatral do que Jack Sparrow.
Eu tinha pensado numa ótima Frase do Dia, mas esqueci-a por completo. Quando lembrar eu prometo que ecrevo aqui.
Ah, ganhei uma caneta na sexta-feira e só fui perceber hoje. Hahahaha, que informação inútil.
enviada por tomas_depaula
13/04/2004 17:37
^^ Vida veio e me levou ^^
Sim, comecei a trabalhar na SVA!! Estou contentíssimo com isso. Em resumo, é uma empresa onde eu já queria trabalhar há tempos. A Raquel sabe.
Ufa... muita correria. Hoje tem colação de grau de uma prima da Raw e eu vou sair voando aqui do trabalho pra chegar a tempo... depois eu posto coisas interessantes, prometo.
Ciao bambinni...
enviada por tomas_depaula
06/04/2004 11:27
:: HOT NEWS ::
Um texto meu foi publicado no www.opulso.com.br!!! Quem quiser, é só acessar O Pulso, o texto tá lá, "Paródia". Ah, esse texto foi um post aqui pouco tempo atrás, mas vale assim mesmo - não é sempre que um texto meu é publicado por um site que não é meu...
Bom, por hora é isto. Esta é minha última semana na Beam em período integral; a partir do dia 12 até o final do mês, vou trabalhar aqui só de manhã e à tarde na SVA, retornando (como qualquer maré que se preze) à área de Automação mais geral. Estou contentíssimo!!! Queria ir pra lá já fazia tempo. Mais detalhes outro dia...
Shalom pra todos. Raquel, te amo!!!
enviada por tomas_depaula
01/04/2004 14:13
|| the winds of change ||
Ah, the winds of change. Nada mais refrescante.
Lembra que eu pedi pra alguém me mostrar alguma coisa interessante pra fazer, no penúltimo post? Bom, veio sem remetente, então não sei quem foi, mas alguém atendeu ao meu pedido!!! Agora é uma questão de dias e de umas poucas burocracias.
E por falar em burocracias, putz viu, aquele Detran. Que lugar mais enrolado. Mas agora minha carta já se renovou até 2009, ou seja, eu já vou estar quase terminando a faculdade quando tiver que renovar de novo.
Hã?
Fica assim no ar, por enquanto.
E agora, nobres visitantes, preciso ir. Mas depois eu escrevo mais. Abraços e beijos!
enviada por tomas_depaula
24/03/2004 09:44
{{ a botânica a serviço da retórica }}
[[ ou "parábola de uma trajetória" ]]
Nasci. E conforme crescia descobri que tinha, para mim, uma caixinha cheia de sementes. Algumas parecidas, e outras diferentes. E não foi senão muito depois que percebi que as sementes eram só minhas, e que me competia plantar.
Mas antes eu já sabia. Que me competia plantar, mas quais? Eram tantas e meu canteiro não cabia. Mamãe me ajudou e escolheu: plante esta! Era uma semente quadrada, e eu entendia a forma quadrada, e plantei. E reguei. E brotou, um galinho reto, estreito, que foi subindo - enquanto em volta brotavam uns trevos e uns lírios coloridos que eu não sabia de onde vinham.
Eu gostava mais dos lírios. Mas a planta reta, qual seu nome?, continuava crescendo - e deu galhos, e deu folhas, e deu flores retas. As primeiras frutas eram mirradas e quase não deu pro gosto. Mamãe me disse pra podar, hesitei, podei, deu certo. As frutas nasceram maiores. Passou o verão, veio o outono e, como se aqui fosse o Canadá!, caíram as folhas e foi um ano todo regando e rezando pra brotarem de novo.
E voltou a dar flores. Os lírios, uma pequena e deslumbrante floresta, oitenta lírios da última vez que contei. E uns botões. E as flores retas voltaram a nascer, e os frutos - forma de caixas - também nasceram de novo. Agora é hora de podar, quem sabe os próximos nascem com mais polpa.
Mas há algum tempo eu vinha pensando - será que não vale a pena plantar as outras sementes? A caixinha ainda tenho e está pulsando pra germinar. Tem aqui uma semente que escolhi e vou fazer um transplante da árvore reta, para dar espaço pra planta nova no meio dos lírios.
E a mamãe, nova intervenção. "Cuidado com essa história de pular de galho em galho". Eu poderia rimar, mas vou apenas continuar na minha jardinagem, e enquanto as coisas não voltam a brotar eu vou provando os frutos da planta reta. Alguns estou até guardando pra depois.
Agora eu sei que as sementes são minhas e a sementeira é o próprio mundo. E ninguém me diga o que plantar, porque a esta altura já sou um bom jardineiro. Obrigado mamãe, pelo seu apoio: estas flores são pra você.
** E que não fique sem se notar que dia 18 fez 10 meses que eu e a Raquel estamos juntos. Te amo, minha musa!!! **
enviada por tomas_depaula
17/03/2004 09:23
|| jogar porcos às pérolas ||
Pelo amor de Deus, alguém me mostre alguma coisa interessante pra fazer. Pra ganhar dinheiro, lógico, que fora isso tá tudo lindo. Raquel, estou falando de você. Te amo.
Enquanto isso não acontece, vamos esperar o fim do dia. Mudanças anunciadas nem por isso deixam de ser mudanças. Espero.
Certo, agora vou me afundar até as canelas na poeira de uma obra gigantesca, fedorenta e feia. ÊÊÊÊÊ! Não precisam sentir inveja, não é tão bom assim.
Cada vez que eu ligo o rádio fica uma vozinha na minha cabeça, repetindo: Deixa de ser trouxa, a próxima música era pra ser sua! O argumento é bom. Estou trabalhando pra isso também. Mais isso que eu quero fazer antes de novembro.
Raquel, sinto a sua falta o dia inteiro. Nossos momentos juntos são a melhor parte da minha vida. Te amo!!
enviada por tomas_depaula
08/03/2004 10:10
# paródia #
Tomar posição para finalmente começar a corrida, a linha branca de partida pintada no asfalto. Olhar em volta e perceber que é tudo um borrão, olhar para trás e se sentir perseguido - medos, polícias, mentiras, verdades. Ao lado - pressentidos, pelo suor e pelo enxame de mosquitos que nos rodeiam - os concorrentes, a competição. Quem decidiu que haveria uma corrida? Quem decidiu que eu devia competir? Tudo irrevogável agora.
Em algum lugar, soa o tiro. Já é a décima vez. São tantas chances de partir, e de vez em quando um corajoso toma a atitude e - lá se vai, lá se vai correndo, sozinho, competindo e fugindo não se sabe com quem ou do quê. E não importa. Há uma linha de chegada (?) em algum lugar. Em algum lugar, lá na frente.
Atrevo-me? O tiro ecoa nos meus ouvidos e ninguém se mexe. Os mosquitos zunem nos nossos ouvidos. Minhas canelas nuas, meus tênis pretos, o sol sobre a poeira, o cabelo na testa, as gotículas embaçando os óculos, a boca seca, odeio o mundo por estar ali. Primeiro eco do tiro em alguma parede distante. Logo virá o segundo. Ninguém se mexeu.
O que estou fazendo aqui? Esperando pelo tiro. Esperando pelo início da corrida. E agora que as duas coisas chegaram, o que eu estou esperando? O que todo mundo está esperando? E há platéia, há torcida, há interesse na competição? O meu. O meu interesse.
Segundo eco do tiro. Do outro lado. O som está viajando para um lado e para o outro, como um pêndulo. E eu aqui, balançando como um pêndulo, para a frente, para trás. Sem me atrever a tirar as solas do chão, a começar a correr. Por quê? Muita pressão, muita expectativa. Quem decidiu que eu estaria numa corrida? De onde veio a pista? De onde veio a pistola?
Terceiro eco do tiro. Ninguém se mexeu. Uma gota de suor cai no meu olho esquerdo. Um zumbido de mosquito no ouvido direito. Uma coceira no gogó, a língua se mexendo tentando aliviar. Sede, boca seca.
Parti! Não sei como decidi. Decidi? Não sei! Estou correndo agora, e é como se estivesse correndo desde sempre. O quarto eco do tiro me alcança já distante da linha de partida e mais alguém ali atrás resolve seguir o meu exemplo e corre nos meus calcanhares. Mas alguém tinha que começar, eu comecei e não importa que não fui o primeiro.
E a verdade é que quando eu passar pela linha de chegada, terei vencido. Vencido até quem chegou antes de mim. Vencido a mim mesmo. Terei vencido o medo e a preguiça, a inércia física e mental que até um segundo atrás parecia intransponível.
Meus pés levantam a poeira vermelha do chão. Em vez de me cansar, o vento refresca meu suor e os mosquitos ficam lá atrás, corneteando os ouvidos de quem ainda está parado. Meu esforço, minha força, meus músculos, ah, que alívio.
Agora começa a dúvida se existe mesmo uma linha de chegada. E depois?
enviada por tomas_depaula
02/03/2004 09:35
:: Updating History ::
Sabe quem foi o último chefe de Estado que proibiu a publicação de escritos científicos com base na nacionalidade / etnia de origem? Adolf Hitler.
OK, a informação acima está desatualizada. O último é... Saddam? Não!! É George W. Bush.
Dá pra acreditar? O "Presidente de Guerra" (como ele se autodenominou em uma ENTREVISTA PARA A TV AMERICANA) proibiu a publicação nos EUA de artigos científicos provenientes de Cuba, Irã, Líbia e Sudão. Por quê? Porque isso "violaria o embargo a esses países". Multa e/ou prisão para quem desobedecer.
Ah se esse cara for reeleito. Lembra que em certa época da vida todos nós acreditamos que um dia o sistema (EUA) irá cair e, quem sabe (quem sabe?) o Brasil acabe se erguendo acima dos escombros? Então. Ele é uma das nossas melhores chances. Bush para reeleição!
enviada por tomas_depaula
01/03/2004 17:45
++ nueva tele ++
Fim de semana delicioso este último. Grandes filmes, grandes momentos e até grandes risadas. Tudo muito legal. Almoço de pescoço comprido, novidades, quarto e tal. E descobrimos um "bug" nos nossos celulares.
É sim, dá pra acreditar? O meu celular sabe que fevereiro de 2004 devia ter 29 dias. Só que pra ele dia 29/02 é uma data inválida, então ele resetou o calendário pra primeiro de janeiro!! Hahaha... E o da Raquel, que é do mesmo modelo, comportou-se da mesma maneira vergonhosa. É aquele modelo pequenininho da Motorola, azul-petróleo, super bacaninha, da TIM. E esta é a única queixa que tenho do aparelho. Hoje foi só arrumar o horário e agora só daqui a quatro anos.
Comentei nos blogs da Flavia (Flavim), da Raquel (Menina Pérola - apesar de já ter comentado 2 vezes o último post), da Denise (Tunsk in Eretz), do Manu (O Cronista) e da Taila (Vid'arte). Em suma, dei uma varejada pelos blogs que curto. Sei, coisa besta pra postar about, mas só quis comentar.
Depois eu escrevo mais. Acordei cedo hoje... tô pelas horas pra ir descansar, não sem antes ver a minha amada, que é o ar fresco que me dá fôlego pra cada dia.
enviada por tomas_depaula
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